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3 de jul de 2013

O TÃO FALADO CHIP

Futuro do RFID


Nos últimos anos houve avanços consideráveis na tecnologia utilizada para o RFID tais como poder de alcance, miniaturização, etc. Porem, diversos solucionados ainda precisam ser solucionados para que se possa admirar uma ampla expansão desta tecnologia no futuro. Estes problemas se concentram muito na aplicação que é feita do dispositivo, de modo que em determinadas aplicações RFID já é uma realidade enquanto que para outras, somente há a teoria uma vez que certos problemas ainda persistem. Os desafios que se sobressaem são:
  • Preço: embora atualmente os preços destes dispositivos estejam competitivos a ponto de substituir inclusive códigos de barra em produtos, para produtos de baixo valor (e baixo lucro) esta substituição não se mostra vantajosa (por isso a tendência é esta substituição primeiro em produtos de alta margem de lucro). Este é apenas um exemplo dentre as aplicações imaginadas (e ainda não imaginadas) de onde o preço da tecnologia ainda deve cair.
  • Distância de leitura: independentemente do problema de poder de processamento, algumas aplicações podem requerer que a identificação de dispositivos com RFID seja feita a muitos metros de distância, o que ainda não é suportado.
  • Poder de fornecimento de energia: para dispositivos com RFID ativo, o tempo de vida da bateria ainda é um problema. De fato, este é um problema generalizado entre os dispositivos móveis, sejam computacionais ou não. A curta duração da carga das baterias atuais limita o desenvolvimento de novos dispositivos e aplicações, pois estes requerem mais poder de processamento, que por sua vez requer maior fornecimento de energia. Para dispositivos com RFID passivo, embora eles sejam energizados no momento da utilização pelo leitor, a carga obtida por esta energização é proporcional à distância que este se encontra do leitor, de modo que quanto mais distante menor a carga obtida. Isto também limita o desenvolvimento de novas aplicações, obrigando-as a ficarem mais próximas do leitor para receberem a carga apropriada para o processamento, o que pode fugir completamente do propósito da aplicação.
  • Miniaturização: embora pequenos o suficiente para serem colocados em etiquetas, algumas aplicações podem necessitar de dispositivos RFID imperceptíveis à visão e ao tato, para permitir sua total integração à rotina das pessoas. Outras podem requerer um alto número de dispositivos no mesmo local, de modo que o tamanho atual dos dispositivos inviabiliza esta acumulação.
                    
                                                                                                            miniaturização

Em estimativa feita pela empresa Gartner, especialista em análise de informações na área de tecnologia foi previsto para que no ano de 2010 a tecnologia de RFID tenha investimentos de mais de 3 bilhões de dólares. Christopher Lafond, vice-presidente da Gartner, menciona que esta tecnologia não pretende substituir o código de barras, mas sim ser implantada em sistemas caóticos (hospitais por exemplo), onde dará suporte para se conseguir obter uma organização mais sistemática.
Outras vertentes do possível uso da tecnologia do RFID são discutidas a seguir:

Marketing direcionado
A tecnologia de RFID poderá auxiliar o mais eficiente tipo de propaganda que é a propaganda direcionada. Um bom exemplo desta aplicação está nas vendas de CDs e DVDs. Cada CD ou DVD da loja possui um tag contendo determinadas informações a respeito do produto. Quando um consumidor se interessa pelo produto e o puxa da prateleira, um leitor estrategicamente posicionado lê o tag e começa a passar informações a respeito daquele produto em uma tela acima da prateleira (vídeos com pequenos trechos do produto, entrevistas com artistas produtores, etc). Assim, a propaganda se torna mais eficaz uma vez que ela é ativada quando o consumidor mostra interesse no produto.
                            
                                                                        loja convencional de CDs e DVDs
Pagamento automático no setor comercial
Pesquisadores sugerem que a extinção dos caixas tradicionais no comércio esta assegurada, dando lugar a sistemas de RFID. Cada produto do estabelecimento comercial conterá um tag passivo contendo informações tais como o seu tipo e preço. Na saída da loja haverá leitores que captarão as informações de todos os produtos que o consumidor está comprando (os leitores lêem em média 40 tags por segundo) e o valor destes produtos será descontado da conta do cliente (este portará um cartão de crédito/débito que também será lido pelos leitores da loja para que o pagamento possa ser efetuado instantaneamente).

Implantes humanos

Pesquisadores da área de saúde sugerem que um dia um pequeno chip RFID implantado embaixo da pele, poderá transmitir seu número e automaticamente acessar um completo registro de sua saúde. Funcionários do hospital, remédios e equipamentos também podem ser etiquetados, criando um potencial de administração automática, reduzindo erros e aumentando a segurança.
No caso de uma emergência, o chip pode salvar vidas, já que acaba com a necessidade de testes de grupo sangüíneo, alergias ou doenças crônicas, além de fornecer o histórico de medicamentos do paciente. Com isso obtém-se maior agilidade na busca de informações sem a necessidade de localização dos prontuários médicos.
Um experimento feito com implantes de RFID foi conduzido pelo professor britânico de cibernética Kevin Warwick, que implantou um chip em seu braço em 1998. A empresa Applied Digital Solutions propôs seus chips "formato único para debaixo da pele" como uma solução para identificar fraude, segurança em acesso a determinados lugares. acesso a computadores, banco de dados de medicamento, iniciativas anti-seqüestro entre outros. Combinado com sensores para monitores as funções do corpo, o dispositivo Digital Angel poderia monitorar pacientes. O Baja Beach Club, uma casa noturna em Barcelona, na Espanha, e em Rotterdam, na Holanda usa um chips implantado em alguns de seus frequentadores para identificar os VIPs.
Em 2004 um escritório de uma firma mexicana implantou 18 chips em alguns de seus funcionários para controlar o acesso a sala de banco de dados.
A Applied Digital Solutions anunciou um chip implantado sob a pele. Nesse caso, quando alguém for a um caixa eletrônico, bastará fornecer sua senha bancária e um scanner varrerá seu corpo para captar os sinais de RD que transmitem os dados de seu cartão de crédito.
                    

                                                   Transponder em Seres Humanos       Implante de um chip subcutâneo

 Outras aplicações
Alguns vendedores têm combinado Tag de RFID com sensores de outros tipos. Isto pode permitir que o Tag emita não apenas a mesma informação repetidamente, mas também identificar a informação junto com dados escolhidos pelo sensor. Por exemplo, um Tag de RFID preso à perna de um bezerro poderia relatar nas leituras a temperatura das últimas 24 horas, para se assegurar de que a carne estivesse sendo mantida corretamente. 
“Dog Tags” baseados em RFID podem ajudar a tropas norte-americanas a identificar-se. A unidade é pequena o bastante para ser carregada facilmente. O tag de RFID transmite informações gerais e também a posição do soldado. Com esse sistema, pretende-se permitir que um atirador pergunte a seu alvo - “amigo ou inimigo(friend or foe)?” - e mandar o alvo responder se é aliado, reduzindo o chamado “friendly fire”, que significa atirar em soldados aliados.
 
Os ministros dos países membros da União Européia se puseram de acordo quanto ao uso dos passaportes biométricos e os primeiros foram emitidos em 2006. São dotados de um chip RFID que, além da identificação do portador (nome, filiação, data e país de nascimento) contém, inicialmente, sua foto digitalizada e dados faciais (um conjunto de números, que representam uma intrincada relação entre parâmetros característicos do rosto humano – como distâncias e ângulos entre olhos, boca, nariz, maçãs faciais – e outros dados antropométricos usados por uma tecnologia de identificação denominada reconhecimento de fisionomia). Dentro de três anos, o chip conterá também a impressão digital digitalizada.

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