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23 de jan de 2014

GOVERNO COM CONSENTIMENTO DOS GOVERNADOS

Para Gramsci a divisão do gênero humano, apresentada como natural ou mesmo
benéfica, esconde outra “natureza humana” sufocada pela sociedade do mercado, masque poderá ser expandida no Estado ético. O tema da natureza humana sempre esteve na base do pensamento político, as obras de Hobbes e Maquiavel testemunham dois
grandes exemplos, pois ambos edificam suas teorias políticas baseadas em como lidar
com uma natureza humana, para dizer o mínimo, “dada ao conflito”. Diferentemente
desses dois autores que tinham uma concepção da natureza humana fixa, para Gramsci a natureza humana é o conjunto das relações sociais. Por isso, não existe o homem em geral, mas o homem historicamente determinado, ou seja, Gramsci dava a noção de
natureza humana um vínculo social e uma “plasticidade” que a transforma, no fundo, em um devEr.
A aposta na possibilidade de uma socialização do poder e na formação de novos dirigentes é recorrente nos Cadernos do cárcere. Gramsci constrói uma teoria política
que representa uma forte aposta nos “simples”: não por outro motivo considera que
“todos são filósofos
”, por isso sustenta a utopia do “ser guia de si mesmo”, aliada
sempre a necessidade de “educar a si mesmo
” para “dirigir ou controlar quem dirige
No fundo, tanto a socialização do poder quanto o Estado ético estão ancorados
no mesmo princípio: o de que todos os homens são iguais e, portanto, todos podem governar. Isso significa dizer que não há nada na natureza humana que inviabilize uma socialização do poder. A hipótese da superação de governantes e governados no Estado ético, como deixa claro Gramsci no parágrafo 2 do caderno 12 é no sentido de um
governo com consentimento dos governados.

Gramsci meu filósofo preferido,tão atual, quando diz que todos são filósofos e precisam educar-se a si mesmo para controlar quem os dirige.Se o povo tem uma educação precária e o governo não provê meios para uma educação eficaz,entendemos porque os brasileiros escolhem mau seu governantes.
Secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, ri com representantes da SuperVia durante visita ao local onde ocorreu o descarrilamento de trem que afetou milhares no Rio. Diz, ainda, que os problemas só serão solucionados em 2016, para as benditas olimpíadas. E nós, o que faremos diante disso?
O restante vou deixar para vocês comentarem: 

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