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12 de dez de 2013

DUAS CERVEJAS BASTAM ?

MAIS DOS TESOUROS GARIMPADOS PELO AUTOR HELENHO ANDRADE,VAMOS APROVEITAR A LEITURA .


DUAS CERVEJAS BASTAM ?


Em sua passagem como pastor da Primeira Igreja Batista em Arraial do Cabo, o Pastor Dilmo Pereira contou-me sobre um fato ocorrido com ele e um diácono , quando o amigo era então pastor da Primeira Igreja Batista de Mantena (MG) . Narrou-me que o Diácono era também comerciante e membro da referida igreja .Eles faziam uma viagem de Cachoeiro de Itapemirim (ES) para Mantena. No carro, o irmão diácono transportava certa quantidade de calçados, perfeitamente documentados. Num trecho, entre Vitória e Colatina, os dois foram parados por um guarda rodoviário, que de forma rotineira fazia seu trabalho .
- Pisa no freio. (As luzes do freio brilharam lá atrás.) Agora liga a seta (A seta piscou sem problema). Como é que estão os faróis? E o limpador do para-brisa? E isso? E aquilo? O incômodo parecia eterno .
A julgar pelo rigor do procedimento, o Brasil deveria ser, já naquele época, o campeão do bom comportamento nas estradas. Contrariado, entretanto, o guarda precisava desesperadamente encontrar algo que justificasse uma multa. Foi aí que, abaixando-se, viu que a placa estava suja de lama, algo mais que natural já que a estrada nessa época não era asfaltada e chovera muito naqueles dias.
- Mas seu guarda...
- Não, senhor. É falha grave. Segundo o Código Nacional...
- Mas seu guarda, está chovendo, há lama por aí em todos os sentidos...
- Não, senhor. Isso dá multa! O senhor compreenda, estou apenas cumprindo o meu dever.
Falava andando para um lado e para o outro. Por fim, o motorista percebeu no tom de voz, e na demora da aplicação da multa, aonde o homem queria chegar. E lhe perguntou a meia voz, a modo de quem conspira:
- O senhor me diga muito francamente: duas cervejas bastan? Duas cervejas lavariam essa placa?
O guarda pigarreou, e sorrindo respondeu :
- Mas... sim... é claro, claro que sim !!!
Os dois foram a um bar próximo; o diácono comprou duas cervejas, abriu-as e lavou a placa, retirando a lama que cobria alguns números. O acordo fora cumprido rigorosa e literalmente. Afinal, precisamos cumprir o Código Nacional de Trânsito.
Rosnando e desapontado o guarda desapareceu.
Helenho Andrade
- Pisa no freio. (As luzes do freio brilharam lá atrás.) Agora liga a seta (A seta piscou sem problema). Como é que estão os faróis? E o limpador do para-brisa? E isso? E aquilo? O incômodo parecia eterno .A julgar pelo rigor do procedimento, o Brasil deveria ser, já naquele época, o campeão do bom comportamento nas estradas. Contrariado, entretanto, o guarda precisava desesperadamente encontrar algo que justificasse uma multa. Foi aí que, abaixando-se, viu que a placa estava suja de lama, algo mais que natural já que a estrada nessa época não era asfaltada e chovera muito naqueles dias.- Mas seu guarda... - Não, senhor. É falha grave. Segundo o Código Nacional...- Mas seu guarda, está chovendo, há lama por aí em todos os sentidos...- Não, senhor. Isso dá multa! O senhor compreenda, estou apenas cumprindo o meu dever.Falava andando para um lado e para o outro. Por fim, o motorista percebeu no tom de voz, e na demora da aplicação da multa, aonde o homem queria chegar. E lhe perguntou a meia voz, a modo de quem conspira:- O senhor me diga muito francamente: duas cervejas bastan? Duas cervejas lavariam essa placa?O guarda pigarreou, e sorrindo respondeu :- Mas... sim... é claro, claro que sim !!!Os dois foram a um bar próximo; o diácono comprou duas cervejas, abriu-as e lavou a placa, retirando a lama que cobria alguns números. O acordo fora cumprido rigorosa e literalmente. Afinal, precisamos cumprir o Código Nacional de Trânsito.Rosnando e desapontado o guarda desapareceu.Helenho Andrade

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