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29 de jan de 2011

EGITO : TWITANDO DE CIMA DOS TELHADOS

Este post faz parte de nossa cobertura especial dos Protestos de 2011 no Egito. [en]

A Tuitosfera egípcia no #jan25 está repleta de histórias do tumulto atual. Para observadores, os telhados se tornaram locais de vista privilegiada. Em Suez, Ian Lee @ianinegypt registra como é a sensação:

I'm shooting video from rooftops, too dangerous for foreigners on street. Numbers in thousands. #jan25 #suez
Estou gravando dos telhados; é muito perigoso na rua para estrangeiros. Números chegam a milhares. #jan25#suez
Muito da cobertura do Twitter na hashtag #jan25 está em inglês, sugerindo que o motivo disso é divulgar e repercutir nas notícias internacionais, em vez de o motivo ser organização no terreno. Também metaforicamente, as redes sociais são como telhados de vista privilegiada.
O tuíte de Jailan El-Rafie captura essa intenção. Ela traduz para o inglês [en] e tuíta a respeito do ensaio descritivo [en] do cineasta Amr Salama [en].
http://on.fb.me/g7OWvM This is @AmrMSalama 's article, in English. Please RT so we can get more people to read it. #Egypt #Jan25
http://on.fb.me/g7OWvM [en] Este é o artigo de @AmrMSalama, em inglês. Por favor RT para que mais pessoas possam lê-lo. #Egypt #Jan25
A própria história de Salama é um evento midiático; tanto o registro gráfico de uma surra que ele levou de policiais, como o registro visual de si mesmo como manifestante e seu relato. Ele inicia sua história a se identificar como um encenador de um papel:
The street was totally vacant of people, and in the horizon I could see a mass of people. At first I thought they were protesters but then I noticed that they all were dressed in black, coming in our direction and holding black sticks. I remembered the scenes from old war movies, like Braveheart and Gladiator, and I had the exact feeling of old battle grounds, and I found myself one of the first people to run towards the approaching lines of police.
A rua estava completamente vazia, e ao horizonte eu avistava uma massa de pessoas. Primeiro pensei que seriam manifestantes, mas logo percebi que eles todos vestiam preto, vinham em nossa direção e empunhavam cacetetes pretos. Recordei cenas de filmes antigos de guerra, como Coração Valente e Gladiador, e pude ter a sensação exata de antigos campos de batalha; encontrei a mim mesmo como uma das primeiras pessoas a correr em direção às fileiras de policiais que se aproximavam.
O relato de Salama rapidamente se torna cruel. Ele muda de papel, de herói de ação a repórter de guerra, e então vítima:
I had my dear iPhone in hand, and I was trying to take photos or record videos, until I got surrounded by a large enough amount of soldiers who started beating me ferociously with their sticks, delivering painful blows on my head, face, stomach and legs.
Eu tinha meu precioso iPhone numa mão e tentava bater fotos e gravar vídeos, até que fui rodeado por um grande número de soldados, que começaram a me bater ferozmente com seus cacetetes, infligindo pancadas dolorosas na minha cabeça, face, meu estômago e minhas pernas.
Enquanto o espancamento continuava, Salama foi tirado da rua e espancado múltiplas vezes:
Then we entered a building, the nice soldiers escorting, he locked the entrance, tripped my legs and got me on the ground, then started the painful episode of vicious beating.
Então nós entramos em um prédio, - os gentis soldados escoltando - ele trancou a porta, me fez tropeçar e cair no chão, então iniciou-se um doloroso episódio de espancamento vicioso.
Ele relata que começa a se imaginar como um mártir das redes sociais:
Visions about my family, how this was going to affect them, about the movie that I hadn’t finished directing yet, about the page that would be created about me on Facebook, and I wondered if it would have the title “We all are Amr Salama”. I also thought about the statement the Ministry of Interior would issue, saying that I must have died after accidently swallowing my iPhone.
Pensei na minha família, e como isso iria afetá-los, sobre o filme que eu ainda não havia terminado de rodar, sobre a página que seria criada sobre mim no Facebook, e me perguntava se ela teria como título “We all are Amr Salama” [Somos todos Amr Salama, em português]. Pensei, também, sobre a declaração que o Ministério do Interior emitiria, a dizer que eu teria morrido ao engolir acidentalmente meu iPhone.
Salvo por alguns dos soldados, ele conseguiu escapar. Ele destaca seus motivos:
I discovered that the most important thing is that I realized these things, that I know why I was beaten, why I protested, and that I know that without signs and complex political demands I understood why I endured all this. I endured all this because I want a better Egypt, a better Egypt without absolute ongoing power to anyone of its governors, and a better Egypt without a large gap in social structure.
Descobri que o mais importante é que percebi essas coisas, que sei por quê fui espancado, por quê protestei, e sei que, sem sinais e exigências políticas complexas, entendi por quê suportei tudo isso. Suportei tudo isso porque quero um Egito melhor, um Egito melhor sem o poder absoluto dos governantes sobre as pessoas, e um Egito melhor sem grandes abismos na estrutura social.
Nora Shalaby contribui com um set de fotos no Flickr que exibe diferentes facetas do protesto. Imagens cinéticas de multidões e celebrações de noite.
"Mubarak enforcado num poste," Nora Shalaby, 2010, todos os direitos reservados. Usada com permissão.
Al Jazeera produziu uma intensa compilação de muitos “vídeos amadores direto das ruas”. No meio deles, está um vídeo dramático de malakndawood, que mostra manifestantes caindo de um caminhão de água.
O vídeo de MFMAegy, gravado de cima dos telhados, pode ser o melhor eco de imagens famosas de protesto. O vídeo, de 25 de janeiro, exibe o momento “Tiananmen” do Egito, com um ângulo similar de câmera:
Imagem do vídeo do Youtube de MFMAegy. Uma manifestante confront o canhão d'água.
Imagem
Este post faz parte de nossa cobertura especial dos Protestos de 2011 no Egito. [en]
Escrito por Ivan Sigal · Traduzido por João Miguel D. de A. Lima



FALAMOS AQUI COMO TWITTER MUDOU A VIDA DOS BRASILEIROS E AGORA COM ESTE POST DO GLOBAL VOICES ,PODEMOS OBSERVAR COMO AS REDES SOCIAIS INTERFEREM NA VIDA DE TODO PLANETA TERRA .COMO JÁ DIZIACHACRINHA : QUEM NÃO SE COMUNICA SE TRUMBICA !

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