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28 de mai de 2013

Frente Parlamentar Evangélica olhada de lado

Frente Parlamentar Evangélica olhada por dentro. Nas manhãs de quarta-feira tem culto num dos plenários da Câmara dos Deputados. Comunhão entre irmãos em que a Bíblia é lida e exposta por vigorosos oradores. Cânticos são entoados pelos cantores parlamentares. Expediente que nada faz lembrar as sessões das comissões que se reúnem naqueles espaços. As coisas do espírito se discernem espiritualmente.
Frente Parlamentar Evangélica olhada de perto. Composta por sujeitos de sotaques diversos que carregam em suas pastas responsabilidades distintas. Nas lapelas, iniciais partidárias múltiplas. O pertencimento denominacional das vossas excelências dá conta que o universo cristão protestante é marcado no Brasil pelas rupturas frequentes e formação de novas igrejas. A Frente é bem mais Pentecostal do que Protestante; mais macho do que fêmea; mais clerical do que leiga. No início da 54ª Legislatura contava com 76 Deputados Federais e três Senadores. Difícil imaginar organicidade em um grupo tão heterogêneo o tempo todo em todas as questões políticas.
Frente Parlamentar Evangélica olhada de longe. O exercício de prospecção futurística é sempre arriscado. Mas ao que tudo indica, devido ao clima quente na 54ª Legislatura em torno do debate da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, a Bancada Evangélica na 55ª Legislatura deve crescer. Além do fator numérico deve vigorar uma acentuada inclinação para um tipo de representação política que cultiva a radicalização conservadora nas questões morais.
O Pastor Silas Malafaia deve figurar como um cabo eleitoral estratégico nos pleitos executivos de 2014, inclusive na definição da Presidência da República. Caso coloque a sua candidatura na rua o pastor deputado Marcos Feliciano (PSC-SP) deve ser um dos recordistas de votos em 2014 para a Câmara Federal.
Frente Parlamentar Evangélica olhada de lado. Nem tão poderosa como se pensa, nem tão fraca como é olhada pelos atores políticos exógenos. Concordo que há por parte dos meios de comunicação tanto desconhecimento como generalizações sobre os evangélicos na política. É fácil concluir que a cobertura jornalista privilegia a linguagem grotesca quando os evangélicos estão no foco das atenções. Preconceitos religiosos respingam nas análises acadêmicas ditas isentas. Por isso que não custa insistir em buscar respostas com honestidade intelectual. A Frente Parlamentar Evangélica precisa ser investigada e monitorada como ator político. É o que faremos nos próximos artigos neste espaço generoso da Revista Fórum.

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